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A nossa cozinha: hábitos amigos do ambiente, da saúde e da carteira!

  • Foto do escritor: InsidePocket
    InsidePocket
  • 12 de mai. de 2020
  • 5 min de leitura

Existem imensas coisas que podemos fazer no nosso dia-a-dia para que a nossa pegada ecológica seja menor. Muitas vezes, estes gestos amigos do ambiente ajudam também a nossa saúde e a nossa carteira.


As dicas gerais que vos apresento focam-se, de forma geral, em coisas que fazemos ligados à cozinha e à comida tais como utensílios, dicas para ir às compras, dicas de armazenamento de alimentos e como sair de casa preparado para manter a barriga cheia sem ter de comprar nada!


Apresento-vos aqui algumas trocas que temos vindo a fazer ao longo dos anos e outras que ainda não fizemos porque não somos perfeitos aqui por casa (e somos um bocadinho esquecidos!).



Utensílios de cozinha


Quando a minha esponja da louça convencional de espuma chegou ao fim de vida comprei uma 'esponja' feita de tecido que pode ser lavada na máquina da roupa e usada quantas vezes for necessário. Usamos também um esfregão com cabo para lavar tachos e frigideiras e um esfregão de fibras mais grossas para remover comida mais agarrada ou para lavar vegetais.

Não sugiro a ninguém deitarem fora todos os utensílios deste género que têm de momento só para irem comprar estes lindas e ecológicas alternativas. Isso contribuiria apenas para aumentar a produção de algo que, de momento, não é necessário e o aumento de produção (seja do que for) tem impactos negativos no ambiente! Gastem primeiro o que têm e, quando já não servir o seu propósito, substituam por alternativas do género que mostro na imagem abaixo.


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De que forma é que poupamos dinheiro? A esponja é lavável na máquina não perdendo a qualidade e é duradoura pelo que não tenho de comprar uma nova de espuma todos os meses.


De que forma ajudamos o ambiente? A madeira e as fibras são materiais biodegradáveis e sem produtos químicos pelo que no fim da sua vida não irão poluir o ambiente. Ao não comprar esponjas não contribuo para a sua acumulação no meio ambiente já que nem recicláveis são.



Ida às compras


Sempre que podemos compramos a granel, ou seja, levamos os nossos frascos ou sacos de pano para lojas onde têm esta opção (algumas mercearias, o mercado municipal, é só uma questão de ir procurando!). Alguma fruta e legumes vêm soltos num saco grande de pano apesar de normalmente fazer muita confusão ao vendedor ('Pegue lá dois saquinhos para não ir tudo misturado', ouço recorrentemente) apesar de alguns começarem a agradecer pois vão deixam de ter de comprar tantos sacos de plástico para os clientes.

Quando compramos algo embalado temos o cuidado de optar por embalagens grandes em vez de pequenas. Por exemplo, quando compramos azeite trazemos um garrafão de três litros em vez de 3 garrafas de 1 litro. Estamos assim a diminuir o uso de plástico ou vidro. O mesmo raciocínio é válido para embalagens de massa, de cereais, de arroz e por aí fora.



Damos prioridade a fruta e legumes locais pelo que preferimos ir ao Mercado Municipal ou a pequenas mercearias perto de casa do que comprá-los no supermercado. Mas não o fazemos sempre! Quando compramos estes alimentos no supermercado recusamo-nos a comprar frutas ou legumes embalados ou já partidas aos bocados! Também preferimos comprar pão na padaria levando o nosso saco de pano ou fazê-lo nós mesmos (com a ajuda da pequenina é uma diversão - e confusão!) em vez de comprarmos pão de forma ou pão já embalado.


De que forma poupamos dinheiro? Normalmente as embalagens maiores têm um peso por quilograma ou por litro inferior às embalagens mais pequenas. Frutas e legumes embalados costumam ser mais caros (principalmente se estiverem já cortados!).

De que forma ajudamos o ambiente? Ao comprarmos a granel não gastamos embalagem nenhuma logo nada vai ter de ser reciclado ou ir parar à lixeira. Ao comprarmos embalagens maiores gastamos menos plástico, vidro ou metal, já que um recipiente de 5 litros contém menos material (seja plástico, metal ou vidro) do que 5 recipientes de 1 litro.


Aqui por casa não tentamos ser perfeitos no que toca ao desperdício zero, esforçamo-nos por melhorar continuamente e aprender sempre!

Dicas de armazenamento

Os restos de comida para o dia seguinte são guardados em recipientes de vidro (frascos de compotas reutilizados, por exemplo) no frigorífico onde podem ser aquecidos no micro-ondas de forma segura. Também quando congelamos refeições já prontas usamos recipientes de vidro pelo mesmo motivo já que o plástico liberta pequenas partículas de cada vez que é aquecido transferindo uma mistura de disruptores hormonais e outros químicos nocivos para a comida que vamos ingerir. Aconselho a não descartarem embalagens de plástico que estejam em bom estado; usem-nas para armazenar alimentos que ainda serão cozinhados (p.ex. um bocado de cebola que sobrou do almoço) ou ainda para armazenar outras coisas pela casa como material de trabalhos manuais, cabos, etc..


Na despensa, o melhor recipiente em que devemos manter alimentos é a sua embalagem de origem que foi criada a pensar na sua preservação até à data de validade. De facto, há alimentos como o açúcar que, quando transferidos para um frasco de vidro, ficam rapidamente aglomerados, coisa que não acontece na sua embalagem típica de papel. Apesar disto, guardo as massas, arroz, cuscus e quinoa (ou açúcar e farinha se a embalagem se tiver rasgado por azelhice!) em frascos de vidro porque me dá mais gosto ter a despensa organizada desta forma. Da mesma forma, quando compramos a granel usamos também frascos de vidro para armazenar esses alimentos como com o feijão, especiarias, chá, etc..


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De que forma é que poupamos dinheiro? Não gastamos dinheiro em refeições extra porque aproveitamos todos os restos de comida. Ao armazenar bem a comida evitamos também que se estrague mais rapidamente evitando assim ter de comprar comida desnecessariamente.


De que forma ajudamos o ambiente? Evitando desperdícios de comida estes não vão parar à lixeira. Além disso, reduzimos a pressão no ambiente já que este deixa de ter de produzir mais comida (pensa na quantidade de campos agrícolas por todo o Mundo que deixariam de ter de existir se houvesse menos desperdício alimentar e que podiam, assim, ser substituídos por florestas, p.ex.).


Comer fora de casa


Num dia de trabalho normal costumo levar comida feita em casa para o meu almoço. Levo também snacks incluindo iogurte preparado em casa (não o faço eu mesma! acrescento-lhe apenas várias coisas deliciosas e nutritivas) e misturas de frutos secos. Às vezes preparo gelatina para uma sobremesa diferente (mas também saudável) da habitual peça de fruta.


Nunca saio de casa sem a minha garrafa de metal amassada pelos anos cheia de água e que vou enchendo ao longo do dia.


Quando vamos jantar fora tenho sempre o plano de levar um recipiente para trazer restos por forma a usá-los no dia seguinte. Até hoje nunca me lembrei de o fazer realmente e lamento sempre quando fica comida no prato e tenho de pedir um recipiente de take-away. Se és uma pessoa que se conseguiria lembrar de levar um recipiente para o restaurante, por favor fá-lo e eu tentarei fazer o mesmo! Devemos todos tentar melhorar continuamente os nossos hábitos!


De que forma poupamos dinheiro? Não tenho de comprar uma garrafa de água sempre que tenho sede nem snacks embalados (que são caros do que comprados a granel) nem tenho de comprar refeições já prontas ou comer num restaurante ou cantina o que fica muitíssimo mais caro.


De que forma ajudamos o ambiente? Não gasto o plástico de inúmeras garrafas e pacotinhos que teria de comprar. Ao levar um recipiente meu para o restaurante não teria de usar recipientes de take-away que provavelmente não poderiam ser reciclados.


Se tentarmos ser perfeitos o mais certo é que não consigamos nem metade do que conseguiremos se abraçarmos a nossa imperfeição.

Tens já alguns destes hábitos? Que alternativas encontras para coisas que sugeri? Espero que esta lista de ideias sustentáveis, saudáveis e económicas seja útil e possas pôr algumas em prática!


Até breve,

Diana

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